Do ponto de vista que importa
"Nesta aventura da parentalidade crescemos e entramos nela a pensar que sabemos tudo de acordo com todos os pré conceitos que a sociedade (família, amigos e conhecidos) nos passam. Mas na realidade acredito que vamos aprendendo, não apenas sozinhos mas são eles, os pequeninos, os nossos filhos, que nos dão constantemente lições e nos levam a rever o que tínhamos como certo. No final do mês passado tivemos uma grande lição. O nosso pequenino mais velho, tivemos o cuidado de antes da irmã nascer, pouco a pouco, muda-lo da nossa cama para o quarto e caminha dele, de maneira a que não sentisse tão profundamente essa mudança e até desprezo quando a irmã nascesse, porque seria complicado com o constante alimentar nos primeiros meses da bebé durante a noite, evitariamos a confusão de ter 2 pequeninos a chorar. O tempo foi passando e o mais velho, mês após mês estava cada vez mais rebelde em casa, o que chegou ao expoente máximo a cerca de 2 semanas atrás num almoço de família ao domingo onde armou uma birra tão grande por não querer se sentar no lugar onde sempre se sentou que estragou todo o almoço e levou a que nós país nem almoçassemos. Desde que a irmã começou a andar e a disputar cada brinquedo com ele, que tudo piorou, o mais velho simplesmente já não tolerava nada nem na irmã nem em nós pais e a nossa vida passou a ser uma enorme discussão. Falamos no infantário, para ver se conseguíamos alguma ajuda, mas no infantário ele é um dos melhores e mais bem comportados, respeitando tudo o que lhe pedem para fazer, o que tornou claro que o problema éramos nós em casa. Depois desse domingo, nós pais, sentamo-nos os 2 a conversar, esta situação não podia continuar assim, estava a desgastarnos aos 4, sim aos 4, porque a bebé estava também ela constantemente a chorar, porque pensamos que sentia toda esta tensão. Tentamos por um momento sair da pele de pais, e despidos dos pré conceitos de educação tentamos olhar do ponto de vista do pequenino. Todos nós que fazemos os possíveis para dar todo o carinho e amor aos nossos filhos achamos que lhes damos tudo e não têm razão para se queixar, pois e a nosso ver o problema residia aí, porque nisto tudo temos que ter sempre presente que falamos de um pequenino com 3 anos também ele a descobrir-se como pessoa e a tentar interpretar sentimentos, portanto o que para nós pais seja todo o amor e carinho para ele neste momento pode não ser interpretado assim e existir carência de preencher esse gap. O primeiro passo foi mudà-lo de volta uns tempo para a nossa cama, e milagre a partir daí o histerismo e as birras acalmaram bastante. Talvez se sentisse excluído, nós perguntamos muitas vezes o que ele estava a sentir mas ele apenas respondia não sei. Para eles acredito é tudo ainda uma grande confusão. Tentamos também evitar discussões ou chamadas de atenção, e procuramos principmente brincar o maior tempo disponível que temos com ele para que se sinta aí sim que o Gap de amor e carinho que ele sentia seja então preenchido, uma vez que nesta fase para eles tudo se resume a brincar e divertir. Claro que tudo isto parece que nos descuidados agora na educação e abandalhamos tudo para ir de encontro aos caprichos dele, mas na verdade o que nos fez foi tornar toda esta fase das birras mais fácil e nos aproximou para encontrarmos um equilíbrio porque por muito educadores que queiramos ser nada tem o devido efeito se não nos ouvirem ou confiarem em nós."
Ass: Papá
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